terça-feira, 31 de agosto de 2010


Olha só o que eu armei pra mim.


Eu coloquei a mesa posta de tudo que fosse possível comer.
Enchi meus amados de caros presentes e da minha ausência.
Eu virei um estranhos em minha casa, eu virei a novidade na boca do meu amor.

Sendo assim minha casa não sente minha falta, tentou e consegui não sentir.
Virei lembrava, mesmo ainda viva - Se ela estivesse aqui ela iria sorrir! Lembra como ela gostava disso!Eu não os culpo de forma nenhuma. Eu mereço e reconheço minha falta.

Não tenho coragem para suicídio mas, as vezes, me pego pesando como faria.
Acho que escreveria uma carta pra você amor, te guiando como sempre.
Diria a musica que em queria, o igreja da primeira missa e a ultima roupa.

Creio que não conseguiria dizer o quanto eu os amo.
Deixaria um presente caro e algo gostoso para comer no forninho.
Porque é assim o jeito que eu encontrei pra dizer que amo vocês na minha deficiência constante.

Estou chorando agora, e prometo não trabalhar neste feriado!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Deixa eu me acertar para começar.
Hoje estou com dezenove anos e dez meses. Faltam poucos dias para meus vinte e isso me assusta.
Eu não sei se foi bom. Eu não sei só isso dá pra mim.

Há dez anos eu tinha minha vida inteira pela frente, e agora a dez anos a frente terei minha vida toda pra trás.
Ou não.
Ou viram os filhos, as rugas e o recomeço. Eu, de novo, tendo todos os anseios que tenho hoje adicionados com um adjetivo chamado filho.
Ou não.
Pode vir à monotonia. Quanta gente fica sozinha...
Há dez anos eu tinha minha vida inteira pela frente, e agora a dez anos a frente terei minha vida toda pra trás.
Ou não.
Ou viram as festas, os chopes de bar em noite de lua e o recomeço. Eu, de novo, tendo as alegrias que tenho hoje adicionadas com um adjetivo chamado tristeza.
Porque por melhor que seja este meu estilo de vida hoje eu desejo evoluir.
Mas eu não tenho presa, eu não quero agora. Eu quero para mais tarde.
Para daqui a uns mil anos, pode ser?

Então Deus [b]deixo registrado[/b] aqui meu desejo para meus vinte anos:
Que uma bola de cristal com a data da minha morte escrita nela. Quero me programar cedo.

Thauany.

Para conversa comigo, para rir de mim
Foi pra isso que eu lhe fiz.

Quero deixar registrado em você meus pensamentos, minhas duvidas e minhas certezas.
Eu quero ser pessoal. Eu quero falar o que não consigo falar diante do espelho.
Eu quero um diário, eu quero um amigo. Eu quero falhar nos acordos da nova ordem ortográfica, quero escreve chorando e chorar escrevendo.
Eu quero DESABAFAR, assim mesmo, em caixa alta.
Porque eu preciso e mereço.
O fardo anda pesado e me sufoca.

Não quero mais meu medo nem minhas desgraças.
Quero deixá-las aqui e fingir que nada aconteceu.

Eu só conheço a você e você só conhece a mim, logo, seremos grandes amigos.

Um carinho, Thauany.